Prezados Companheiros Bebês:
Faz 5 meses que cheguei nesta casa. Os primeiros meses foram incríveis: eu chorava, minha mamãe me tirava do berço e me dava de mamar, a qualquer hora da madrugada. Mas as coisas estão mudando. Nas últimas semanas minha mamãe tem tentado dormir a noite inteira. Eu pensei que era apenas uma fase, mas só está piorando.
Conversei com outros bebês e parece que isso é bastante comum. As mães, depois de uns cinco, seis meses sem dormir a noite inteira, começam com esse negócio de voltar a dormir. Elas não percebem, que na verdade, não precisam dormir: este é apenas um péssimo hábito. Muitas delas já dormiram noites inteiras por mais de 30 anos! Como minha mãe vem insistindo cada vez mais nesse hábito, não me restou outra alternativa a não ser treiná-la para ficar acordada a noite inteira. Aqui explico resumidamente, caso vocês queiram colocar em prática com a mãe de vocês também.
Noite 1: chore a cada 3 horas até ela tirar você do berço e dar de mamar. Eu sei, dá a maior pena ver sua mãe chateada porque você está chorando. Mas tente se lembrar que é para o próprio bem dela. Ela está aprendendo.
Noite 2: diminua os intervalos e chore a cada duas horas, até ela tirar você do berço e dar de mamar.
Noite 3: chore a cada hora.
A maioria das mães já começa a apresentar melhoras depois de três noites de treinamento. Algumas, contudo, podem resistir mais às mudanças. Elas podem querer, em vez de te levantar do berço logo, ficar ali do seu lado, fazendo carinho e cantando musiquinha por horas. Não desista! A chave do sucesso é ser consequente. As mães aprendem se você se mantiver firme nas suas atitudes. Se você deixar ela dormir a noite inteira uma vez, ela vai querer dormir a noite inteira sempre. Sei que parte o coração ver sua mamãe triste, mas lembre-se: ela esta apenas resistindo às mudanças.
Se a sua a mãe é muito durona, você pode tentar, por exemplo, parar de chorar por 10 minutos, deixar ela se deitar novamente e então voltar a chorar, repetindo esse procedimento algumas vezes. Em algum momento ela desiste. Uma vez minha mãe ficou quase 20 horas acordada, confie em mim, elas conseguem.
Na noite passada, por exemplo, eu chorei a cada hora. Qualquer motivo era suficiente: muito frio, muito calor, o cobertor me penicava, arrotei e não gostei do gosto. Enfim, não importa o motivo que você arrume para chorar, o importante é ser persistente e não desistir no meio do treinamento. Demorou um pouco, mas funcionou. Às quatro da manhã, ela me levantou do berço e deu de mamar. Amanhã meu objetivo é três e meia da manhã.
Pode ser que a sua mãe chame reforços e mande o papai para o seu quarto. Não se preocupe, os pais não estão programados para dormir tão pouco como as mães, eles vão fazer uns 10, 15 minutos de carinho mas logo irão desistir e chamarão a mamãe de volta.
Ah... e muito importante: não se deixe enganar por aquelas coisas de látex que colocam na sua boca! Você pode sugar aquela coisa por horas, mas não sai leite dali!
Eu acredito que estou no caminho certo na educação da mamãe e sei que com paciência e amor, em algum momento ela aprenderá que não precisa dormir a noite inteira.
Abraços,
Baby J
(by Ricardo P. A.)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Minha experiência com a dermatite atópica
Dermatite Atópica.
Nunca havia escutado essas palavras. Não sabia o que era
uma doença atópica. Não sabia que ela é cada vez mais comum devido às mudanças
ambientais e alimentares. Não sabia que ela causa inflamações que produzem uma coceira
muito intensa. Não sabia que até mesmo o comportamento da criança pode ser afetado
pela dermatite atópica.
É uma doença crônica que
causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de
30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica. Há
estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia
(asma, rinite alérgica ou dermatite atópica). O indivíduo com dermatite atópica
tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os
mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente
conhecidos. Fonte: ABC da Saúde (www.abcdasaude.com.br)
Logo aos 5 meses de vida, apareceu uma pequena ferida na
cabeça do nosso filho, que foi aumentando. No começo achei que era algo normal
mas ele estava incomodado ao ponto de chorar e não se alimentar. Fomos ao pediatra,
mas ele disse que não era nada importante e receitou uma pomada qualquer. Só
que no dia seguinte, a ferida aumentou e fomos parar no pronto-socorro.
Percebemos que não era algo simples quando a pediatra que
nos atendeu teve de consultar uma colega especialista em alergia, que após exames
cravou: dermatite atópica. Devido à gravidade, receitou um anti-histamínico e
um corticosteróide orais e também um corticosteróide tópico e assim em pouco
tempo a crise melhorou. Era o início de muitas mudanças e aprendemos a conviver
com uma rotina completamente diferente. Cuidados com alimetanção, hidratação constante,
limpeza doméstica com maior intensidade e até escolha mais criteriosa de roupas.
Mesmo a decoração da casa teve que ser mudada para evitar acúmulo de ácaros.
Depois de tanto perrengue, vejo tudo isso como um grande aprendizado e como
algo que me uniu ainda mais à minha esposa e ao meu filho. Sentimos que a nossa
relação de cumplicidade aumentou muito após tanto trabalho extra e tantas pesquisas conjuntas
sobre a doença, que nos ensinaram coisas importantíssimas, como por exemplo, que a
cor vermelha usada em iogurtes e balas é conseguido com o uso da casca de um
inseto que é altamente alérgico. É bom evitarmos!
Hoje as crises aparecem somente de vez em quando e agradecemos
a Deus por termos recursos para bancar o tratamento pois existem remédios e
produtos usados no tratamento que custam caro! Outro dia estava passando na rua
e vi uma criança de rua no colo da mãe. Estou tão experiente que na hora bati o
olho fiz o "diagnóstico" de dermatite atópica. E se eu estiver certo,
fico imaginando como essa criança pode estar condenada a muito sofrimento.
Caso queira saber mais sobre a dermatite atópica, entre
em contato comigo, terei o maior prazer em falar mais sobre a minha
experiência. E só para constar, a pediatra alergista que atendeu o nosso filho naquele
pronto-socorro tornou-se a sua nova pediatra. Obrigado Dra Andrea, por tudo!
terça-feira, 26 de março de 2013
Vídeo "Meu Filho"
Qual é o pai que nunca se arrependeu de algo? De ter exagerado numa bronca porque perdeu a paciência, de não ter dado atenção suficiente ao filho porque estava cansado, de tê-lo magoado porque não cumpriu uma promessa.
Tem um vídeo no Youtube, de uma propaganda de uma empresa de seguros tailandesa famosa por fazer vídeos no estilo sentimental deste abaixo. Sei que foi feito para vender um produto, mas toda vez que preciso de inspiração para ser um pai melhor recorro a ele.
O engraçado é que toda vez que o assisto por coincidência um cisco teima em cair nos meus olhos...
Para quem deseja o link do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=FhJXrmtP3nw
Tem um vídeo no Youtube, de uma propaganda de uma empresa de seguros tailandesa famosa por fazer vídeos no estilo sentimental deste abaixo. Sei que foi feito para vender um produto, mas toda vez que preciso de inspiração para ser um pai melhor recorro a ele.
O engraçado é que toda vez que o assisto por coincidência um cisco teima em cair nos meus olhos...
Para quem deseja o link do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=FhJXrmtP3nw
domingo, 24 de março de 2013
Fotos: cuidado nunca é demais!
Uma das minhas paixões é a fotografia! Aprendi a
fotografar com o meu pai aos 12 anos numa Rolleiflex SL35M com lente Planar 50mm
f/1.8. Depois me aventurei na fotografia digital na época em que as Sony Mavicas
e seus floppy disks reinavam e nunca mais parei. Então, nada mais natural que
eu adore tirar fotos dos meus filhos.
Fotografar crianças é uma delícia, quer dizer, fora aquele momento em que você terá que deletar 99 de cada 100 fotos porque saíram tremidos, olhos fechados, etc. Portanto, guardar bem as preciosidades que restam torna-se vital, porque o tempo passa rápido e você nunca terá a chance de tirar a mesma foto nas mesmas condições.
Agora, quem nunca teve uma foto digital perdida ou deletada sem querer?! É uma dor tremenda!
Apesar de ser meio desleixado com algumas coisas, sempre fui neurótico com segurança para guardar arquivos de fotografia. Porque é algo intangível, está la perdido em algum lugar dentro do computador, entende? Assim, guardo as fotos no HD do computador, local que uso para organizar as fotos, dar retoques no Photoshop, etc. Tenho também um backup com HD externo. E de tempos em tempos gravo as fotos em DVDs. E digo que isto salvou a minha vida!!
Quem já perdeu uma foto digital sem querer e para sempre deve saber de antemão qual foi a sensação que tive quando perdi as fotos dos meus filhos que estavam no HD externo que resolveu cair de quina no chão. Quando tentei acessá-lo, ouvi aquele barulho de "nhec-nhec-nhec" e suei frio! Como eu tinha as fotos dentro no computador, ufa..., mas desencanei de conseguir outro HD externo depressa pois tinhas os DVDs. E aí o tal do Murphy resolveu passar aqui em casa e o HD do computador pifou de uma hora pra outra! Fiquei só com os DVDs, que tem apenas 90% das fotos que estavam no computador, menos mal.
Pelo que pesquisei um HD pode ser recuperado, com o peso de demandar uma quantia polpuda (R$200-300) mas sem garantias de que haja plena recuperação dos arquivos. Ainda não procurei um profissional mas o farei em breve.
As minhas dicas em relação a armazenamento de fotos, especialmente dos seus filhos:
Dessa maneira, você terá ao menos 2 ou 3 lugares onde as fotos estarão guardadas, sem correr o risco de perder um patrimônio que não tem preço! Seguro morreu de velho!
Fotografar crianças é uma delícia, quer dizer, fora aquele momento em que você terá que deletar 99 de cada 100 fotos porque saíram tremidos, olhos fechados, etc. Portanto, guardar bem as preciosidades que restam torna-se vital, porque o tempo passa rápido e você nunca terá a chance de tirar a mesma foto nas mesmas condições.
Agora, quem nunca teve uma foto digital perdida ou deletada sem querer?! É uma dor tremenda!
Apesar de ser meio desleixado com algumas coisas, sempre fui neurótico com segurança para guardar arquivos de fotografia. Porque é algo intangível, está la perdido em algum lugar dentro do computador, entende? Assim, guardo as fotos no HD do computador, local que uso para organizar as fotos, dar retoques no Photoshop, etc. Tenho também um backup com HD externo. E de tempos em tempos gravo as fotos em DVDs. E digo que isto salvou a minha vida!!
Quem já perdeu uma foto digital sem querer e para sempre deve saber de antemão qual foi a sensação que tive quando perdi as fotos dos meus filhos que estavam no HD externo que resolveu cair de quina no chão. Quando tentei acessá-lo, ouvi aquele barulho de "nhec-nhec-nhec" e suei frio! Como eu tinha as fotos dentro no computador, ufa..., mas desencanei de conseguir outro HD externo depressa pois tinhas os DVDs. E aí o tal do Murphy resolveu passar aqui em casa e o HD do computador pifou de uma hora pra outra! Fiquei só com os DVDs, que tem apenas 90% das fotos que estavam no computador, menos mal.
Pelo que pesquisei um HD pode ser recuperado, com o peso de demandar uma quantia polpuda (R$200-300) mas sem garantias de que haja plena recuperação dos arquivos. Ainda não procurei um profissional mas o farei em breve.
As minhas dicas em relação a armazenamento de fotos, especialmente dos seus filhos:
- Tenha sempre redundância no armazenamento: no mínimo tenha um backup externo, e sempre atualize esse backup. Pode ser um HD externo, outro computador, etc.
- Se possível use HD interno e externo do tipo SSD (solid state drive), mais seguro do que as do tipo HDD (hard disk drive). É como se fosse um pendrive gigante.
- De tempos em tempos, salve as fotos em DVDs também. Pode guardar as fotos preferidas também em HDs virtuais, como o Skydrive.
Dessa maneira, você terá ao menos 2 ou 3 lugares onde as fotos estarão guardadas, sem correr o risco de perder um patrimônio que não tem preço! Seguro morreu de velho!
Quem tem alguma história relacionada para contar compartilhe
nos comentários!
Como aprender a ser pai?
Quando meu primeiro filho nasceu não recebi nenhum manual de
instruções, para desespero geral da nação. Como pegar no colo sem machucá-lo? Como
fazê-lo parar de chorar? Mães tem algo que genericamente chamamos de
"instinto maternal", mas pelo que observo ao meu redor, pais definitivamente não nascem programados
para serem pais.
Hoje sou pai de duas crianças - um menino de oito anos e uma menina de três anos - e já passei por muito perrengue, confesso que aprendi muita coisa na marra e dei muito soco em ponta de faca. Como muitas vezes não tinha a quem consultar, já me peguei fazendo a pergunta "o que o meu pai faria no meu lugar?". Mas logo notei que muitas coisas mudaram nos últimos 30 anos e o que era válido no passado já não vale mais no presente.
Na minha época de infância, cabia à minha mãe ficar ao meu lado com uma toalhinha úmida na minha testa quando eu tinha febre, preparar aquele cozido de frango delicioso quando eu berrava de fome, ou comprar e lavar as roupas que eu iria vestir. Cabia ao meu pai dar bronca quando eu brigava com o meu irmão, trazer dinheiro para sustentar a casa, ou levar-me para pescar para me ensinar a ser paciente. Um não pisava no território do outro. Cada um tinha o seu papel, digamos assim.
Muita coisa mudou, os papéis dentro de casa se confundem e percebo a importância que o homem tem na criação de um ambiente equilibrado dentro do lar. Porque criar e educar filhos num amplo sentido, é algo que tem que ser feito pela mãe e pelo pai, juntos! Pelo bem dos filhos e também pelo bem do casal, criando a cumplicidade e o companheirismo que nortearão o relacionamento neste "pós-somos-apenas-nós-dois".
E aí volto para o título deste post: como aprender a ser pai?
A minha esposa troca idéias com mães "veteranas", mas homens geralmente só querem falar sobre futebol, futebol e futebol, não necessariamente nessa ordem. Vejo fontes de informação (como o bacanésimo blog Macetes de Mãe, www.macetesdemae.com) dedicados a promover troca de informações e dicas entre mães, mas... alguém já viu blog de pai? Pouquíssimos! O homem tem vergonha de compartilhar experiências do gênero, deve ser medo de parecer "sensível" demais, se é que me entendem... E homem tem bloqueio para perguntar, adora bater cabeça. Quantas vezes não tomei bronca da "patroa" ao me recusar a parar num posto de gasolina para perguntar o caminho certo?
Não sou especialista em educação infantil ou dono da verdade e admito que tenho meus pontos a melhorar. Mas gostaria de compartilhar através deste blog a minha experiência de ser um pai brucutu no século XXI, aprendendo e desejando aprender muito mais! Compartilharei dicas, contarei histórias divertidas e estarei aberto a aprender!
Pai também é gente!
Hoje sou pai de duas crianças - um menino de oito anos e uma menina de três anos - e já passei por muito perrengue, confesso que aprendi muita coisa na marra e dei muito soco em ponta de faca. Como muitas vezes não tinha a quem consultar, já me peguei fazendo a pergunta "o que o meu pai faria no meu lugar?". Mas logo notei que muitas coisas mudaram nos últimos 30 anos e o que era válido no passado já não vale mais no presente.
Na minha época de infância, cabia à minha mãe ficar ao meu lado com uma toalhinha úmida na minha testa quando eu tinha febre, preparar aquele cozido de frango delicioso quando eu berrava de fome, ou comprar e lavar as roupas que eu iria vestir. Cabia ao meu pai dar bronca quando eu brigava com o meu irmão, trazer dinheiro para sustentar a casa, ou levar-me para pescar para me ensinar a ser paciente. Um não pisava no território do outro. Cada um tinha o seu papel, digamos assim.
Muita coisa mudou, os papéis dentro de casa se confundem e percebo a importância que o homem tem na criação de um ambiente equilibrado dentro do lar. Porque criar e educar filhos num amplo sentido, é algo que tem que ser feito pela mãe e pelo pai, juntos! Pelo bem dos filhos e também pelo bem do casal, criando a cumplicidade e o companheirismo que nortearão o relacionamento neste "pós-somos-apenas-nós-dois".
E aí volto para o título deste post: como aprender a ser pai?
A minha esposa troca idéias com mães "veteranas", mas homens geralmente só querem falar sobre futebol, futebol e futebol, não necessariamente nessa ordem. Vejo fontes de informação (como o bacanésimo blog Macetes de Mãe, www.macetesdemae.com) dedicados a promover troca de informações e dicas entre mães, mas... alguém já viu blog de pai? Pouquíssimos! O homem tem vergonha de compartilhar experiências do gênero, deve ser medo de parecer "sensível" demais, se é que me entendem... E homem tem bloqueio para perguntar, adora bater cabeça. Quantas vezes não tomei bronca da "patroa" ao me recusar a parar num posto de gasolina para perguntar o caminho certo?
Não sou especialista em educação infantil ou dono da verdade e admito que tenho meus pontos a melhorar. Mas gostaria de compartilhar através deste blog a minha experiência de ser um pai brucutu no século XXI, aprendendo e desejando aprender muito mais! Compartilharei dicas, contarei histórias divertidas e estarei aberto a aprender!
Pai também é gente!
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