Quando meu primeiro filho nasceu não recebi nenhum manual de
instruções, para desespero geral da nação. Como pegar no colo sem machucá-lo? Como
fazê-lo parar de chorar? Mães tem algo que genericamente chamamos de
"instinto maternal", mas pelo que observo ao meu redor, pais definitivamente não nascem programados
para serem pais.
Hoje sou pai de duas crianças - um menino de oito anos e uma
menina de três anos - e já passei por muito perrengue, confesso que aprendi
muita coisa na marra e dei muito soco em ponta de faca. Como muitas vezes não tinha a quem consultar, já me
peguei fazendo a pergunta "o que o meu pai faria no meu lugar?". Mas
logo notei que muitas coisas mudaram nos últimos 30 anos e o que era válido no
passado já não vale mais no presente.
Na minha época de infância, cabia à minha mãe
ficar ao meu lado com uma toalhinha úmida na minha testa quando eu tinha febre,
preparar aquele cozido de frango delicioso quando eu berrava de fome, ou comprar
e lavar as roupas que eu iria vestir. Cabia ao meu pai dar bronca quando eu
brigava com o meu irmão, trazer dinheiro para sustentar a casa, ou levar-me
para pescar para me ensinar a ser paciente. Um não pisava no território do
outro. Cada um tinha o seu papel, digamos assim.
Muita coisa mudou, os papéis dentro de casa se
confundem e percebo a importância que o homem tem na criação de um ambiente
equilibrado dentro do lar. Porque criar e educar filhos num amplo sentido, é
algo que tem que ser feito pela mãe e pelo pai, juntos! Pelo bem dos filhos e
também pelo bem do casal, criando a cumplicidade e o companheirismo que
nortearão o relacionamento neste "pós-somos-apenas-nós-dois".
E aí volto para o título deste post: como aprender a ser pai?
A minha esposa troca idéias com mães "veteranas",
mas homens geralmente só querem falar sobre futebol, futebol e futebol, não
necessariamente nessa ordem. Vejo fontes de informação (como o bacanésimo blog Macetes de Mãe, www.macetesdemae.com) dedicados a promover
troca de informações e dicas entre mães, mas... alguém já viu blog de pai? Pouquíssimos!
O homem tem vergonha de compartilhar experiências do gênero, deve ser medo de
parecer "sensível" demais, se é que me entendem... E homem tem
bloqueio para perguntar, adora bater cabeça. Quantas vezes não tomei bronca da
"patroa" ao me recusar a parar num posto de gasolina para perguntar o
caminho certo?
Não sou especialista em educação infantil ou dono da verdade
e admito que tenho meus pontos a
melhorar. Mas gostaria de compartilhar através deste blog a minha
experiência de ser um pai brucutu no século XXI, aprendendo e desejando
aprender muito mais! Compartilharei dicas, contarei histórias divertidas e estarei
aberto a aprender!
Pai também é gente!

Uhu! Seu terceiro filhote nasceu! Parabéns!!!! E que orgulho de ser a madrinha. Ehehehe! Adorei o post e desejo muito, muito, muito sucesso. Amei também o elogio que você fez ao Macetes de Mãe aí em cima. Estou esperando você postar mais textos para indicar o Pai Também é Gente lá no blogroll do MdM. Agora, mãos à obra para fazer bombar esse blog super bacana. Bjs
ResponderExcluirPior que esse manual que não existe, é ter de saber como dialogar com o manual alheiro que sempre querem impor a nós. Haja jogo de cintura...rs
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